25 de março de 2026

CONECTIVOS - ARTICULADORES TEXTUAIS - REDAÇÃO ARGUMENTATIVA DISSERTATIVA

 

RELAÇÃO DE SENTIDO

ELEMENTOS DE LIGAÇÃO DE IDEIAS

Prioridade, relevância


Em primeiro lugar, acima de tudo, precipuamente, principalmente, primordialmente, sobretudo.


Tempo,
(frequência, duração, ordem, sucessão, anterioridade, posteridade)


Então, enfim, logo, logo depois, imediatamente, logo após, a princípio, pouco antes, pouco depois, anteriormente, posteriormente, em seguida, afinal, por fim, finalmente, agora, atualmente, hoje, frequentemente, constantemente, às vezes, eventualmente, por vezes, ocasionalmente, sempre, raramente, não raro, ao mesmo tempo, simultaneamente, nesse ínterim, nesse meio tempo, enquanto, quando, antes que, depois que, logo que, sempre que, desde que, todas as vezes que, cada vez que, apenas.


Semelhança, comparação, conformidade


Igualmente, da mesma forma, assim também, do mesmo modo, similarmente, semelhantemente, analogamente, por analogia, de maneira idêntica, de conformidade com, de acordo com, segundo, conforme, sob o mesmo ponto de vista, tal qual, tanto quanto, como, assim como, bem como, corno se.


Condição, hipótese


Se, caso, eventualmente, desde que, contanto que, a não ser que, salvo se, como, conforme, segundo, de acordo com, em conformidade com, consoante, em consonância.


Alternância


Ou, ora…ora, já…já, seja…seja, quer,..quer.


Explicação


Pois, porque, por, porquanto, uma vez que, visto que, já que, em virtude de.


Fazer concessão


Apesar de, embora, ainda que, se bem que, por mais que, por menos que, por melhor que, por muito que, mesmo que.


Para concluir


Portanto, por isso, assim sendo, por conseguinte, consequentemente, então, desse modo, dessa maneira, em vista disso, diante disso, mediante o exposto, em suma, em síntese, em conclusão, enfim, em resumo, assim, dessa forma, dessa maneira, logo, pois, portanto, pois, (depois do verbo), com isso, desse modo; dessa maneira, dessa forma, assim, em vista disso, por conseguinte, então, logo, destarte.


Para incluir


Também, inclusive, igualmente, até (inclusive)


Adição, continuação


Além disso, outrossim, ainda mais, ainda por cima, por outro lado, também e as conjunções aditivas (e nem, não só…mas também e, nem, também, ainda além de, não apenas…como também, não só…bem como, também, inclusive igualmente, até, bem como, não só… mas ainda, não somente mas também, além de, com efeito, por outro lado, ainda, realmente, ora, acrescentando-se que, acrescente-se que, saliente-se ainda que, paralelamente, além disso, ademais, além do mais, além do que, tanto…quanto, como se não bastasse, tanto… como.


Dúvida


Talvez, provavelmente, possivelmente, quiçá, quem sabe, é provável, não é certo, se é que.


Certeza, ênfase


De certo, por certo, certamente, indubitavelmente, inquestionavelmente, sem dúvida, inegavelmente, com toda a certeza.


Surpresa, imprevisto


Inesperadamente, inopinadamente, de súbito, imprevistamente surpreendentemente.


Ilustração, esclarecimento


Por exemplo, isto é, quer dizer, em outras palavras, ou por outra, a saber.


Propósito, intenção, Finalidade

Com o fim de, a fim de, com o propósito de

Lugar, proximidade, distância


Perto de, próximo a ou de, junto a ou de, dentro fora, mais adiante, além, acolá, lá, ali, algumas preposições e os pronomes demonstrativos.


Resumo, recapitulação, conclusão


Em suma, em síntese, enfim, em resumo, portanto, assim, dessa forma, dessa maneira, por isso, assim sendo, por conseguinte, consequentemente então, desse modo, dessa maneira, em vista disso, diante disso.


Causa, consequência e explicação


Assim, de fato, com efeito, que, já que, uma vez que, visto que, por conseguinte, logo, pois (posposto ao verbo), então consequentemente, em vista disso, diante disso, em vista do que, de (tal) sorte que, de (tal) modo que de, (tal) maneira que…, por consequência, como resultado, tão…que, tanto…que, tamanha(o)…que, tal … que…, decorrente de, em decorrência de, consequentemente, com isso, que, porque, pois, como, por causa de, já que, uma vez que, porquanto; na medida em que, visto que.


Contraste, oposição, restrição, ressalva


Pelo contrário, em contraste com, salvo, exceto, menos, mas, contudo, todavia, entretanto, embora, apesar, ainda que, mesmo que, posto que, conquanto que, se bem que, por mais que, por menos que, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante, senão, opor-se, contrariar, negar, impedir, surgir em oposição, surgir em contraposição, apresentar em oposição, ser contrário.


Afirmação

Consistir, constituir, significar, denotar, mostrar, traduzir-se por, expressar, representar, evidenciar.

Causalidade


Causar, motivar, originar, ocasionar, gerar, propiciar, resultar, provocar, produzir, contribuir, determinar, criar.


Finalidade


Visar, ter em vista, objetivar, ter por objetivo, pretender, tencionar, cogitar, tratar, servir para, prestar-se a.


Palavras de transição

Palavras responsáveis pela coesão do texto por estabelecem a inter-relação entre os enunciados (orações, frases, parágrafos), são preposições, conjunções alguns advérbios e locuções adverbiais.

Inicialmente (começo introdução), desde já (começo introdução) a princípio, a priori (começo), em primeiro lugar (começo)

além disso (continuação), do mesmo modo (continuação), acresce que (continuação), ainda por cima (continuação), bem como (continuação),  outrossim (continuação), 

enfim (conclusão), dessa forma (conclusão), em suma (conclusão), nesse sentido (conclusão), portanto (conclusão), afinal (conclusão),

logo após (tempo), ocasionalmente (tempo), posteriormente (tempo)atualmente (tempo), enquanto isso (tempo), imediatamente (tempo), não raro (tempo), concomitantemente (tempo), 

igualmente (semelhança, conformidade), segundo (semelhança, conformidade), conforme (semelhança conformidade) assim também (semelhança, conformidade), de acordo com (semelhança, conformidade), 

daí (causa e consequência), por isso (causa e consequência), de fato (causa e consequência), em virtude de (causa e consequência), assim (causa é consequência) naturalmente (causa e consequência),  

então (exemplificação esclarecimento), por exemplo (exemplificação, esclarecimento) isto é (exemplificação esclarecimento), a saber (exemplificação, esclarecimento), em outras palavras (exemplificação esclarecimento), ou seja (exemplificação esclarecimento) quer dizer (exemplificação esclarecimento) rigorosamente falando (exemplificação, esclarecimento).


Coesão por substituição


Substituição de um nome (pessoa, objeto, lugar etc.) verbos períodos ou trechos do texto por uma palavra ou expressão que tenha sentido próximo, evitando a repetição no corpo do texto. Ex.: Porto Alegre pode ser substituída por “a capital gaúcha; Castro Alves pode ser substituído por “O Poeta dos Escravos; João Paulo II: Sua Santidade; Vênus: A Deusa da Beleza.


REDAÇÃO ARGUMENTATIVA-DISSERTATIVA - COMO ESCREVER UMA BOA INTRODUÇÃO?


Ei! Você tem dificuldades para escrever redações? Tem dificuldades para organizar as ideias? Dificuldades para lembrar dos conectivos que vão compor cada parágrafo? E quanto ao repetório cultural ou dado de autoridade para colocar nos paragráfos de desenvolvimento? Você lembra de citá-los? Pois bem, vou mostrar para vocês um guia bem simples, rápido, de alguém que já fez muitas redações para Concurso e Enem e espero que te ajude de alguma forma!

Uma redação argumentativa/dissertativa tem sua estrutura textual. É importante levar em conta que ela deve ser projetada para ter: INTRODUÇÃO, DESENVOLVIMENTO e CONCLUSÃO. 

Geralmente, todas as provas que cobram esse tipo de redação costumam ter 30 linhas disponíveis para você desenvolver o tema proposto pela banca.

Em via de regra, são 4 parágrafos, sendo:

  • - Introdução: 05 e 07 linhas.
  • - Desenvolvimento 1: 07 a 08 linhas.
  • - Desenvolvimento 2: 07 e 08 linhas.
  • - Conclusão: 06 e 07 linhas.

Essa distribuição é flexível, mas atente-se para não fazer uma introdução maior que o desenvolvimento e a conclusão! Outro ponto importante de ser mencionado é que a redação não precisa ter título, a não ser que seja solicitado explicitamente!

SOBRE O ENTENDIMENTO DO TEMA.

A introdução da redação exige atenção redobrada, especialmente na compreensão do tema proposto. A fuga do tema é um erro que vai te custar pontos e que pode ocorrer de forma parcial (tangenciamento) ou total! Por isso, para evitar esse problema, é fundamental compreender a diferença entre tema e assunto.

O assunto corresponde ao campo geral da discussão, ou seja, ele é mais amplo e genérico.

Já o tema é um recorte específico desse assunto, delimitado por direcionamentos claros, também chamados de eixos temáticos.

Observe o exemplo:

“Redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o seguinte tema: Inteligência artificial: a responsabilidade do professor em ensinar o uso crítico da IA, evitando o plágio e combatendo a desinformação em sala de aula.”

Um candidato despreparado pode interpretar que o tema é apenas “inteligência artificial”. No entanto, isso está incorreto. “Inteligência artificial” é o assunto, enquanto o tema é o recorte específico que envolve a responsabilidade do professor, o uso crítico da tecnologia, o combate ao plágio e à desinformação no ambiente escolar.

Dessa forma, escrever genericamente sobre inteligência artificial — suas vantagens, avanços tecnológicos ou impactos na sociedade — caracteriza tangenciamento, pois o texto não atende ao foco exigido pela proposta.

Para evitar esse erro, você deve sempre estruturar sua redação com base nos eixos temáticos apresentados. No exemplo citado, os eixos são:

  • O papel do professor.
  • O uso crítico da inteligência artificial.
  • A prevenção do plágio.
  • O combate à desinformação em sala de aula.

Assim, uma boa redação não trata apenas do assunto, mas desenvolve argumentos diretamente ligados ao recorte temático proposto, demonstrando interpretação precisa e capacidade de análise. 

💚

ESCREVENDO A INTRODUÇÃO

Agora que já sabemos identificar assunto e eixos temáticos, vamos começar a construir a introdução.

Existem várias formas de fazer uma introdução, mas aqui vamos usar um modelo simples e seguro, ideal para quem quer evitar o “branco” na hora da prova e ainda garantir uma boa nota.

Vamos usar como exemplo o tema:

“O idadismo como desafio social e educacional no Brasil”

Uma boa introdução precisa ter 4 partes básicas:


1. Apresentação do assunto

É quando você mostra sobre o que o texto vai falar (de forma geral).

Exemplo:“Assim como o preconceito racial, o idadismo tem se apresentado como um problema social no Brasil.”  

 

2. Ponto de vista (sua opinião)

Aqui você deixa claro que existe um problema e que algo precisa ser feito.

Exemplo: “Nesse contexto, torna-se necessário criar estratégias para enfrentar esse fenômeno.”

  

3. Apresentação do que será desenvolvido (D1 e D2)

Você indica, de forma breve, quais serão os dois pontos que vai explicar no desenvolvimento.

Exemplo: “Sob essa perspectiva, é importante analisar os impactos sociais e os desafios educacionais causados pelo preconceito de idade.”  

 

4. Repertório sociocultural

É uma referência (lei, autor, fato histórico, etc.) que fortalece seu argumento.

Exemplo: “Essa questão contraria a Constituição Federal de 1988, que garante o direito ao envelhecimento com dignidade, embora isso ainda não aconteça plenamente na prática.”


Resumindo...

Uma introdução completa tem: assunto, sua opinião, o que você vai desenvolver (D1 e D2) e um repertório.

A introdução completa ficaria assim:

Assim como o preconceito racial, o idadismo tem se apresentado como um problema social no Brasil. Nesse contexto, torna-se necessário criar estratégias para enfrentar esse fenômeno. Sob essa perspectiva, é importante analisar os impactos sociais e os desafios educacionais causados pelo preconceito de idade. Essa questão contraria a Constituição Federal de 1988, que garante o direito ao envelhecimento com dignidade, embora isso ainda não aconteça plenamente na prática.
 

Outros exemplos de introdução:

A morte precoce da cantora britânica Amy Winehouse em 2011 induzida por intoxicação alcóolica evidencia a urgente necessidade de uma constante e preventiva campanha contra o uso de drogas, tornando-se assim uma responsabilidade social. Nesse contexto, dois pontos merecem destaques: a naturalização do uso de drogas pela mídia e a falta de políticas de prevenção contínua que ajudam a combater a experimentação precoce de grupos vulneráveis ao vício. 

Ou...

As escolas públicas exercem funções sociais imprescindíveis para o desenvolvimento da sociedade. Conforme a pedagodia de Paulo Freire, a escola deve atuar como um agente formador de seres críticos, capazes de intervir ativamente na dinâmica social. Nesse sentido, o âmbito escolar necessita de estratégias pedagógicas que desenvolvam as habilidades socioemocionais dos indivíduos e os conscientizem sobre seus direitos e deveres visando o exercício da cidadania. 

 Ou...

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição neurológica do desenvolvimento que afeta a comunicação, o comportamento e as interações sociais do indivíduo. Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estima-se que mais de 2 milhões de pessoas são autistas. Nesse contexto, é evidente que os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil são agravados pela negligência governamental e pela falta de formação continuada de profissionais que atuam nos espaços educacionais e sociais. 

 

Nos próximos textos vamos falar sobre Desenvolvimento 1 e 2! 

Espero que esse texto ajude você de alguma forma!

6 de março de 2026

O Relógio


Já é a segunda vez que me presenteiam com um relógio. O primeiro que ganhei na vida veio direto do Japão. Dourado, fino, delicado e elegante; um acessório que nunca me vi usando por acreditar que poderia chamar atenção ao andar com ele na rua. E eu nunca gostei de chamar atenção, não mesmo.

Dos modelos que meu pai havia enviado naquela caixa de presentes, meu irmão e minha mãe usaram os seus relógios até desgastarem ao ponto de não ter mais conserto. Contudo, nunca consegui usar o meu. Sempre tive medo de que se eu o usasse, alguém poderia pegá-lo ou mesmo tinha aquela sensação de não ter roupas adequadas para um acessório tão elegante. No fundo, queria algo que não chamasse tanta atenção assim.

Ainda hoje, guardo esse relógio como a última lembrança palpável de algo que meu pai deixou para mim.

Essa semana, ganhei outro relógio. Desta vez foi meu padrasto que me presenteou com um. Claro que tal gesto me causou surpresa, pois nunca imaginei que ele poderia me dar alguma coisa.

Quando ele foi embora definitivamente de nossas vidas, eu só tinha 14 anos. Ele conviveu dez anos com minha mãe. Nesse tempo, eu não tinha noção das coisas da vida, não prestava muita atenção no que acontecia ao meu redor e tudo o que guardo na memória é que ele sempre me tratou bem. Por isso, nunca consegui ficar magoada por ele ter nos deixado.

A última vez que nos vimos pessoalmente, tudo que ele conseguiu dizer, com lágrimas nos olhos, foi:

-"Me desculpe... queria ter feito mais coisas para vocês."

Ele só tinha 21 anos quando entrou para a vida adulta e se envolveu com uma mulher, mãe de dois filhos pequenos e que ainda vivia um relacionamento à distância com um senhor que tinha idade para ser pai dela. Era um enredo complicado demais para alguém tão jovem. Por isso, nunca o culpei.

O gesto me deixou feliz por um breve instante. Fiquei feliz pela mensagem e por ainda ser lembrada com cuidado e carinho.

Só que a reflexão começa agora, depois de ter explicado que ganhei relógios de meus dois pais (Mario e Flávio).

O primeiro pai me deixou um relógio que tenho vergonha de usar, por achar que é elegante demais para mim...

O segundo pai me deu um relógio com a estética do dia a dia, algo que provavelmente vou conseguir usar.

Ganhei um relógio ao fazer 35 anos.

Quero acreditar que a mensagem filosófica por trás desse gesto seja simples. Algo como: "Michele, não perca mais tempo com fantasmas do passado. Vá viver, use suas horas com sabedoria".

Talvez o primeiro relógio tenha sido feito para ser guardado mesmo... como certas memórias que não foram feitas para o uso cotidiano. Elas existem apenas em silêncio dentro de mim.

O segundo, porém, vai para o pulso, para vida real.

Essa é a diferença entre o passado e o futuro: um a gente guarda e o outro... veja bem, está ali para me lembrar que, todos os dias, ganho novas horas para serem utilizadas com amor e sabedoria.

31 de dezembro de 2025

Um resumão bem resumido de 2025...

 

Ah, mais um ano chega ao fim.


2025 foi um ano desafiador, daqueles que não pedem licença para tocar em feridas antigas. Foi um período em que minhas emoções foram profundamente atravessadas pela relação com meu pai (desde nossa convivência até sua morte) e, com isso, pela complexidade que envolve os vínculos familiares. Como é difícil lidar com as imagens que construímos de Pai e Mãe ao longo da vida… e mais difícil ainda aceitar quando elas se quebram.


Por muito tempo, carreguei no inconsciente a figura de um pai poderoso, quase invencível, alguém que jamais envelheceria ou adoeceria. Confrontar diariamente quem ele havia se tornado, acompanhar a evolução rápida das moléstias do seu corpo, foi doloroso em um nível que palavras mal conseguem alcançar. Não era apenas o medo da perda, mas o luto antecipado da imagem que eu tinha dele e, de certa forma, de mim mesma.


Foram seis anos de altos e baixos emocionais, de desgaste físico, mental e espiritual. Uma batalha que enfrentei e pensei por várias vezes em desistir... Diagnóstico após diagnóstico, a ansiedade tomava conta da minha mente, e a sensação de impotência se tornava uma presença constante. Havia dias em que tudo o que eu podia fazer era parar. Parar de reagir, parar de tentar controlar, parar de fingir força. E, mesmo sem perceber, foi nesse silêncio forçado que algo em mim começou a mudar de lugar.


Ao mesmo tempo, meu lado profissional parecia refletir esse caos interno. Mais uma vez, tudo bagunçado, sem perspectivas claras, como se o chão tivesse sido retirado debaixo dos meus pés. Nada avançava no tempo que eu desejava. E hoje entendo: talvez não fosse o tempo da ação, mas o tempo da revisão. E é exatamente essa palavra "REVISÃO" que resume meu ano de 2025!


Encerrar este ano não significa simplesmente “virar a página”, mas reconhecer o quanto precisei aprender a olhar a realidade sem ilusões. Levo comigo uma consciência mais dura, porém mais honesta: nem tudo é justo, nem tudo é controlável, mas tudo exige responsabilidade emocional. Principalmente as escolhas que faço a partir da dor. Levo também no meu íntimo que por mais difícil que a situação esteja, há sempre uma luz, há sempre alguém com a mão estendida para te ajudar. Em 2025, eu pude sentir o amparo de Deus e seus Anjos constantemente na minha vida e sou muito grata a isso. 


O novo ciclo não pede pressa.


2026 pede organização interna, foco e maturidade. Pede que eu use o que sei, o que sou e o que vivi de forma mais consciente, sem dispersar energia tentando salvar o que já cumpriu seu papel. 


O desafio agora não é resistir, mas escolher: pessoas, caminhos, projetos, sem me trair, sem desviar do que realmente faz meu coração feliz.


Que o ano que chega seja menos sobre sacrifício silencioso e mais sobre compromisso com valores reais. Que eu saiba honrar minha história sem ficar presa a ela, sem ficar presa ao que poderia ter sido e não foi. E que as escolhas que eu fizer não venham do medo, mas da verdade que aprendi a sustentar, mesmo quando dói.




Na mesma semana que nosso pai havia desencarnado, o Michael e Ingrid se casaram! Foi uma semana intensa, que começou com essa despedida de um "Nakashima" e a entrada de outra "Nakashima" na família. Foi uma alegria comemorar esse momento tão importante na vida dos dois. Rezo para que Deus proteja os caminhos e os sonhos do casal! Vocês dois tem muito a conquistar e a serem muito felizes!




Completamos 7 anos de casados! Quanta bênção, quanta glória, quanta alegria poder estar ao seu lado compartilhando todos os momentos da vida. Você é o maior presente que eu poderia receber da vida e é um privilégio ter sido escolhida como sua esposa para caminhar nessa jornada. Te amo Daniel Larajeira! Meu sagitariano careca favorito, te amo muito muito muito! Graças a você eu sou uma mulher melhor, mais confiante e amada e quero cada vez mais me melhorar como pessoa para estar ao seu lado!!!







 

Em 2025 fiz minha segunda apresentação pública de Dança do Ventre no Teatro Municipal de Betim. Como tem sido gratificante desenvolver de pouquinho em pouquinho o autoconhecimento corporal e cuidar da autoestima. É tão importante para mulher se sentir bonita e cuidar da autoestima. Acho que toda mulher deveria dançar, pois faz tão bem para alma! E a dança do ventre é tão poderosa, tão acolhedora, tão mágica! Agradeço demais a Escola Ballet Anjos da Dança, a Eleni e o Yuri Abner por estarem sendo instrumentos dessa transformação pessoal. Muito obrigada por tudo, tudo!

E é isso... Nos vemos no próximo ano!


Que 2026 seja um ano próspero para todos que acompanham as leituras por aqui. 

ps: alguém ainda ler blogs? rsrs 




10 de dezembro de 2025

O Vazio que não dói mais....


Mais uma vez vejo tudo ruir. O que parecia sólido começou a rachar a ponto de quebrar e não ter mais volta. As estruturas simplesmente cederam, como se as paredes que construí para me proteger não fossem capazes de suportarem o peso que carregava. Um desmoronamento silencioso, difícil de descrever, impossível de evitar. 

Tentei organizar meu mundo diversas vezes, controlar o que eu sentia, erguer estruturas internas que me dessem segurança. Fiz planos, rotinas, metas; como se fosse possível minha própria vida obedecer os limites que havia criado para ela. Mas agora, tudo parece escapar do meu controle. O que eu pensava que era forte está se desfazendo com o vento. O que eu acreditava ter conquistado está esvaindo pelas minhas mãos. O que antes era certeza virou escombros. 

Há uma angústia interna, um peso, um vazio. Já doeu tanto em outrora que hoje não os sinto mais. Se ao menos fizessem tanto barulho como no passado, teria força para lutar contra eles. Cheguei novamente em um lugar que há mais perguntas sem respostas. As incertezas me fazem olhar para dentro, onde nada está claro e certo. 

Talvez.. a queda seja necessária. Talvez, essa destruição venha abrir espaço para que algo real nasça. Aquilo que se desfaz agora, por mais importante que tenha sido, não sustenta mais quem estou lutando para me tornar. Perder o controle é doloroso e mostra que o medo e esforço não podem tomar as rédeas da sua vida. 

Eu não sei o que pode nascer dos escombros. Não sei quem eu serei quanto tudo se acalmar. Mas estou atravessando esse desmoronamento silencioso e tudo o que posso fazer agora é existir no meio do que desmorona. Talvez essa resistência meio ao caos já seja o ponto de partida de um novo começo.