sábado, 11 de maio de 2013

Paciência. Tarô. Acontecimentos da Semana.



E já diziam os mais antigos: "paciência é uma virtude". E realmente, no mundo corriqueiro em que vivemos, ter calma e saber esperar, são artigos de luxo. Primeiro, não é vendível. Segundo, só se conquista após muita persistência e trabalho! E quanto mais você deseja trabalhar essa virtude, mais haverão situações contrárias justamente colocadas pela Providência para ir adestrando "sua paciência". Pois é, rapadura é doce, mas não é mole não! 

Ultimamente, minha paciência vem sido muito testada e tem dias que não dá. Choro, esperneio, grito de raiva e fico com a cara emburrada no canto. Mas eu peço: paciência e calma, todos os dias! A Providência faz bem seu trabalho em mandar situações para testar o tanto que aguento na calmaria, os males e aborrecimentos do dia-a-dia. Não me queixo. Saber esperar, também faz parte. Mas ainda não consegui dominar minhas duas deficiências que são: a impulsividade e a ignorância. Faz parte também. Reconhecer-las já é um passo, ou meio passo. O resto agora é por minha conta. 

Um fato curioso aconteceu comigo essa semana. Estava indo para o trabalho. Sai de casa muito aborrecida e pensando como iria resolver meus problemas. Estava muito aflita essa semana, com a sensação de que não iria conseguir, de que não havia solução para o que estava acontecendo na minha vida e nem reparei  quando pisei em um belo cocô. Isso mesmo. Pensei: "Eita, merda. Já comecei o dia bem". Caminhando mais um pouco, fui me dar conta do que havia acontecido. Comecei a rir do fato e com isso, fui relaxando. Com certeza encontraria uma solução para o que estava ocorrendo. 

Mais adiante, vi que uma amiga minha estava vindo, na sua van escolar e parou o veículo justamente para falar algo comigo. Entrei e cumprimentei ela. Ela me dizia: "Sintonia é algo incrível". Ela comentou que estava querendo me ver e disse ainda: 

"Sabe aquele jogo de tarô que saiu a Morte e você disse que haveria muitas transformações e mudanças lá em casa? Então, a Morte era "Morte física mesmo". Meu pai faleceu essa semana e ontem foi o enterro dele."

Ouvindo tudo isso, fiquei espantada. E ao mesmo tempo pedi desculpas para ela. Mas ela disse que a culpa não era minha. Dei meus pêsames para ela, pois estou acompanhando a barra pesada que ela anda enfrentando atualmente em sua vida e sei que isso não seria fácil. Muitas vezes nos revoltamos com os desígnos divinos e questionamos a morte de algum ente familiar... Mas, com muita sabedoria, ela me disse que estava bem e que o pai e a mãe dela estariam lá do alto olhando por ela. Aquilo me deixou contente. 

Olhei depois no meu caderno de anotações e vi lá no jogo do Mandala:
Casa 4: Morte + Rainha de Paus.

E realmente. A morte sempre é uma transformação. O que morre é matéria, mas o espírito permanece vivo. O arcano 13, sempre prenuncia transformações e mudanças e que ela são necessárias para que um novo futuro repleto de possibilidades se abra. A mudança é inevitável e muitas vezes questionamos se isso é realmente certo. Só mais para frente que veremos o tanto de progresso que essa mudança trouxe em nossas vidas. E a postura dela é uma verdadeira RAINHA DE PAUS. Superando os reverses materiais com muita sabedoria, honra e integridade aos seus ideais.

É isso. Aprendizados. Sempre caminhando, sempre aprendendo.
















      

sábado, 27 de abril de 2013

Ora, reflita. Hora, keep walking...



Ele me disse: não adianta você ficar pensando no " e se". Pois e se tivesse feito isso ou aquilo? E se tivesse tomado uma escolha diferente, nosso futuro seria o mesmo? E "se", se, o quê? De que adianta alimentar inúmeras suposições, expectativas, sonhos e presunções se o "e se" não te leva a lugar nenhum?

Ficamos andando em círculos, imaginando o que poderia ter ocorrido se tivesse feito determinada escolha. Escolhas, que você aprende que a vida te dar só uma. Uma opção. É o Sim e o Não. É uma coisa ou outra. Não adianta ficar indeciso. O tempo de indecisão acabou. E o tempo. Ah, o tempo! Já passou em um piscar de olhos e sinto que não vivi da forma como gostaria de ter vivido. Mas, "e se"... Tenho apenas 22 anos. Eu olho para tempo, aquele tempo que não existe de forma saudosista. Estou ficando velha... Tenho que renovar minhas conversas...

Aquilo que restou foram os sentimentos inexpressados e que ficaram guardados. Eu aprendi que o tempo não para. E principalmente, não volta. Vivemos tudo aquilo uma única vez, independente de quantas vidas tivemos e teremos... Mas, tudo aquilo fez parte do que sou. Não devo negar, apenas aceitar... Que os sonhos da juventude brilham mais forte e que os velhos aprendem a aceitar o brilho ofuscado da dura, dura realidade...

Tudo fez parte, há uma razão de ser. Ah, Estou aliviada! Sinto que não preciso mais chorar. Mas se um dia as lágrimas descerem, não haverá mais mágoas e nenhum ressentimento guardarei. Tudo foi transformado e o momento revivo de forma nostálgica. Velhos tempos...  que se me fosse dado uma chance de reviver tudo aquilo que passei, viveria tudo da mesma forma, sem modificar meus passos...


Muito Obrigada!




domingo, 14 de abril de 2013

Semana do Aprendizado!




Essas semanas que passaram vieram com uma bagagem de lições valiosas para mim. Bem, nem sei por onde começar...

O Ser humano possui dentro de si, tanto potencialidades para serem desenvolvidas quanto defeitos para serem descobertos e trabalhados, para que assim possa subir alguns degraus da sua evolução espiritual. Eu iniciei nesse processo do meu auto-conhecimento, a fim de lapidar algumas qualidades que possuo e trabalhar arduamente nos meus defeitos, há exatamente 4 anos atrás. A doutrina espírita me trouxe muita luz nas questões que sentia que não havia solução. Fez com que eu mergulhesse em meu interior em busca de respostas para minhas perguntas. Mas, quanto mais mergulhava, mais perguntas surgiam, mais dúvidas me afligiam e foi assim durante um bom tempo. Nesse período, iniciei também nos meus estudos de Tarô que vem se tornando com o tempo, uma ferramenta valiossima para o auto conhecimento.
 
Bem, faz uns 8 meses que comecei a trabalhar em lugar, que posso dizer em si que é muito especial, diferente de todos os lugares que já trabalhei. Esse lugar me faz refletir em muitas situações e logo penso que a casualidade inexiste quando estamos abertos e envolvidos na descoberta de si mesmo e da sua força interna. Afinal, o plano material existe, mas o Espiritual também. Negar um ou outro é entrar em um conflito constante, já que nenhuma das opiniões conseguem se conciliar e buscar uma terceira optativa...  (isso me lembra o conceito do 2 de espadas). E essa terceira "opção" existe. Voltando ao assunto. Desde que comecei a trabalhar nesse lugar vim notando um comportamento negativo da minha personalidade e que por alguma razão ficava mais "aflorado". 

Na minha empresa, somos dominados pelo elemento de Ar. Muitas ideias, divulgação do conhecimento, mexendo toda com nossa energia mental, racional, intelectual, tudo isso faz parte do Ar. Essa ênfase no ar pode fazer com que fiquemos muito envolvidos com nossas próprias idéias e teorias abstratas, podendo ficar mentalmente desequílibrados e dado a todos os tipos de excentricidade e fanatismos, abrindo portas para supervalorização da competência intelectual e se recusar a encarar o fato de que as idéias precisam ser testadas para ver se funcionam, antes que lhes seja atribuído de grande valor. O pensamento é dominante e você não pode ignorar a idéia deles, jamais! Faz todo sentido, quando você se trabalha em uma livraria, o certo é essa disseminação de conhecimento e idéias. Imagina! Tanto conhecimento em cada um daqueles milhares de livros que estão a nossa volta e que você pode adquirir eles?! Mas, ao mesmo tempo que temos essa positividade no campo do ar vejo muito o aspecto negativo dessa energia sendo manifestada. Se o ar, é o campo da ideias, das divulgações dela, poderia muito bem negativamente ser a disseminação da comunicação errônea, da famosa fofoca que gera intrigas e das fervorosas discussões a cerca de quem está com a razão. Mas afinal, quem está com a razão? Ninguém, Simples. Voltando a análise dos elementos, temos um desequilibrio na água, pois falta esse elemento na empresa. Pouca ênfase nele pode manifestar-se como uma extensa variedade de problemas psicológicos, emocionais e físicos. A maioria das pessoas que carecem dessa afinação com a água tem grande dificuldade penetrar nos sentimentos dos outros com empatia e compaixão.  

O que eu quero dizer com tudo isso? Pois bem, percebi que estava me deixando muito influenciar pelos outros, por essa qualidade negativa do ar. Na roda de pessoas, via umas falando mal das outras, apontando erros alheios, criticando assiduamente a vida do colega de trabalho e acabei me deixando envolver, criticando assim, as atitudes negativas que alguns tinham dentro daquele local. Falta de profissionalismo dá nisso. Todavia, comecei a reparar que isso não era positivo. Não era a coisa certa a se fazer. Percebi que estava havendo falta de caridade para com os erros do meu semelhante. E como já dizia Jesus: Quem não tem pecados que atire a primeira pedra!.. Gente, vivemos com pedras nas nossas mãos, prontos para ferir o próximo. Vivemos policiando a vida do outro e negligenciando com a nossa própria vida! Quantos sentimentos mesquinhos carregamos dentro nós. E toda essa "inferioridade" de sentimentos se refletem em nossas atitudes, pois uma hora, a máscara cai e outro não vai ser culpado. Apenas você é herdeiro de si próprio. Temos que ter mais amor, mais carinho, mais gratidão pelas pessoas que estão a nossa volta. Se ela fizer algo desagrável com você, tenha em mente que ela pode não ter tido um dia muito bom e muitos problemas podem estar atingindo ela interiormente. E você me pergunta: "e eu sou culpado por isso?". Não, mas temos que ter paciência e aceitar que o outro é humano o suficiente para cometer seus erros. Pois, se não tivermos paciência com eles e quando chegar a nossa vez, quem terá paciência conosco? Se não perdoarmos o próximo e quando chegar a nossa vez, quem irá nos perdoar?..




Esse final de semana também tive a oportunidade de conhecer o tarólogo Nei Naiff. Há anos atrás iniciei meus estudos na tarologia graças ao seu livro e do qual sou muito grata, pois se não tivesse comprado ele, não seria quem sou hoje, essa pessoa que está constantemente buscando o auto-conhecimento. Pude entrar em contato com pessoas da mesma área e me senti uma formiguinha entre os gigantes! O Nei Naiff me lembra muito um palestrante que gosto bastante da casa espírita Glacus, o Paulo Ricardo. O abraço deles é tão calouroso, tão cheio de energia positiva, tão aconchegante! O dia era chuvoso. Vou ter algumas dívidas no plano material (pois esse mês a grana estava muito apertada), mas sei que foi um investimento importantissímo e isso só me faz ter a certeza que finalmente encontrei meu caminho! É isso que eu espero estudando o tarô. Me auto conhecer e também, se eu tiver a oportunidade de levar um pouquinho de luz a cada pessoa que faço uma consulta. Se o jogo que eu fizer trazer um pouquinho de calma e paz para um coraçãozinho desesperado, esse é o maior pagamento que posso desejar. 

Obrigada Espiritualidade Maior. Obrigada!












sexta-feira, 5 de abril de 2013

Vivendo e Aprendendo...



Hoje aconteceu uma situação inusitada comigo e ao mesmo tempo senti como se fosse puxão de orelha que levava da Espiritualidade Maior. Um tapa doloroso, mas que me fez acordar para uma coisa que não estava conseguindo perceber. Faz uma semana que peguei uma gripe muito forte. Tá certo, eu sou sempre a primeira dizer que se temos alguma doença nos atingindo no campo físico é porque de alguma forma estamos em desarmonia com as Leis universais. Eu sei! Eu também não contribuo muito, pois sábado passado já estava resfriada e fui a um ambiente onde aspirei muita fumaça de cigarro, o suficiente para intoxicar meus pulmões e agravar minha virose.

Ontem, devido ao estresse, acabei reclamando com minha irmã que não havia necessidades de dormir com um ventilador, já que o ambiente estava frio e chuvoso. Com isso, acabei colocando a culpa nela, dizendo que se estava gripada era porque ela dormia todas as noites com o ventilador na cara. Pronto, a consciência começava a pesar. Eu sabia que o fato de estar gripada foi por descuido meu e não dela. Deveria ter sido mais concisa e ter recusado o convite para sair naquela noite, já que não estava tão bem fisicamente. Mas, a Espiritualidade guardava algo.

Hoje, chegando ao trabalho, fui direto ao banheiro. Assuei o nariz (nojento, eu sei) pensando comigo, quando aquela gripe iria embora. De repente uma senhora entrou no banheiro empurrando uma cadeira de rodas com um rapaz que tinha deficiência mental e física, acompanhada de braços dados a um senhor que segurava uma bengala. Eu, na minha inocência, vi que ela estava indecisa para qual lado dos banheiros ela iria. Ela veio pro lado direito, cujo mesmo não possui banheiro para deficientes. Acabei dizendo sem perceber minha indelicadeza:

- Moça, esse lado não possui banheiro para ele. No caso, é deste lado (apontando a direção). 

A senhora disse na maior tranquilidade e educação:

- Na verdade meu marido é cego e estou levando ele no banheiro.

Pensei: “Eita!” Continuei fazendo o que tinha que fazer, sem saber onde colocaria minha cara. Enquanto isso, ela dizia para o filho olhando no espelho palavras de carinho e amor que toda mãe bajuladora costuma fazer!

Sai daquele banheiro como se tivesse levado um tapa na cara e com muitas lições valiosas. Pensava “como aquela mulher é guerreira, forte e tem um amor muito grande!”. Eu não a conhecia, mas tinha certeza que sua vida passara por muitas provações, assim como a vida de qualquer outra pessoa.

Todas as pessoas do mundo têm suas dificuldades, mas o habitual é passarmos por elas reclamando, queixando-se e achando que nada está realmente bom. Sequer conseguimos agradecer por tudo que nos acontece na vida, sejam as situações boas ou ruins! Essa é a verdade. Nossas vidas podem ter suas dificuldades, mas temos que aprender a agradecer de coração, por estarmos vivos, por termos tudo aquilo que é necessário para nosso aprendizado, pois acredite, sempre haverá alguém passando por uma provação mais difícil que a sua.

E eu, na minha pequenez de espírito, reclamando de uma simples, simples Gripe! Ah, pelamordedeus, é hora de crescer. Sair desse casulo e amadurecer mais. Posso não viver no mar de rosas, minha família pode não ter a melhor condição financeira do mundo, posso não ter crescido com um pai por perto, mas tenho tudo àquilo que é necessário para meu aprendizado e não me sinto melhor ou pior que ninguém! Tenho uma mãe maravilhosa, que batalha, luta e não cede facilmente ao azar do destino. Tenho irmãos maravilhosos, com suas particularidades e que às vezes brigamos, mas os amos e sei que sou amada por eles também.  Tenho um pai, que mesmo ausente, sempre tentou não nos faltar financeiramente, fazendo o que pode para que eu continue estudando e à ele e a mamãe sou muito grata. Mãe Helena e Pai Mario, muito obrigado por ter me dado a oportunidade de reencarnar como sua filha! Fora também os amigos que consegui conquistar e que a Espiritualidade permitiu conhecer. E também agradeço por ter me permitido estar ao lado de pessoas que não fazem mais parte do meu dia a dia, mas que tenho um enorme carinho, muito forte mesmo, por cada uma delas (Cuca, Fuspa e Lelê) e espero que eles possam receber todas as bençãos dos céus e que seus caminhos possam ser iluminados na graças do Amor. Eu agradeço muito, muito mesmo por tudo isso. Obrigada Espiritualidade Maior. Hoje tive a certeza que Deus não dar aos seus filhos fardos maiores que seus ombros não possam carregar! Estou aprendendo. Sempre!


"Não posso te abraçar fisicamente agora, mas em meus pensamentos imagino um abraço daqueles que nos ilumina, cheio de energia positiva, capazes de nos fazer persistir e continuar trabalhando na nossa reforma íntima."


 

quarta-feira, 3 de abril de 2013

20 000!!!

Este blog chegou a marca das 20 000 visualizações! Estou feliz de alguma forma. Comecei este blog com o intuito de postar coisas que estavam dentro de mim, como se fosse para desabafar algo. E é o que acabou acontecendo. Tudo o que escrevi aqui, foi situações que vivi, que as percebi e que as senti. Aqui foi o meio que encontrei para transmitir de alguma forma o que estou aprendendo... Muito Obrigada a todos leitores!!! E me perdoem  pelos erros de português e concordância, pois eu não escrevo tãoo bem quanto gostaria (isso que dar, matar todas as aulas de português da escola e do cursinho rsrs). =]

domingo, 31 de março de 2013

O Teatro dos Vampiros



“- Você é um iludido”! Já te disse isso. Somos todos escravos, mano. O vício nos escraviza.

- Se o vício nos torna escravos, deveríamos ser escravos do vício e não de Sodom, não acha?

- Sim, sim, mas o vício tem seus “comandos”. Gente que se aproveita para manietar e sugar aqueles que se lhes assemelham. De onde você acha que vem a Lenda dos Vampiros? De onde você acha que provêm a violência e a baderna que está solta no meio do mundo, senão desses “comandos”?

- Conto de carochinha. Tolices!

- É? Pois, venha aqui que eu vou lhe mostrar uma coisa.


Segurando-me pelo braço, Rodes conduziu-me ao teatro onde se desenrolava o show terrífico. Multidões se aglomeravam, uns por cima dos outros em intensa algaravia.  Gente de toda espécie, se é que poderia chamar aquela chusma de gente!”. Zumbis, desses que vemos em filmes seria o qualificativo mais adequado. Hipnotizados. Logo, trouxeram mais pessoas em pior estado. Seres de olhar esgazeado, veias à mostra, rostos deformados, corpos esqueléticos; semelhavam-se às imagens do holocausto judeu.”


- Quem são, Rodes – Inquiri.

- São encarnados. Gente que é trazida da crosta. – Trecho retirado do Livro Há Sempre Uma Luz. ””

Vi-me em um lugar parecido. As vozes vinham de todos os lados. A música me era conhecida. Estavam todos ao berro: “Estou na estrada para o Inferno”. Em cada mesa você percebia por qual vício determinada pessoa era dominado. A fumaça tóxica se espalhava pelos cantos do ambiente, pouco visível, mas totalmente sombrio. A cada tragada e um gole de bebida, uma leva de espíritos os acompanhava. Eu não os via, mas podia sentir. Estavam ao redor deles justamente para sentir o sabor desses vícios que seus corpos carnais já haviam usufruído, mas que a nova realidade não lhes permitia tais atos. Em meus pensamentos me perguntava: por que, meu Deus? Todas essas pessoas são tão bonitas por fora, mas por dentro, tão escravos daquilo que não os faz bem. Essa fumaça cinza enfatiza nossa vaidade e nosso orgulho? O status? Quem somos e quem queremos ser com um copo de bebida e um cigarro na mão?... Somos isso? Escravos de nosso vício? Escravos de tudo aquilo que não nos faz bem? E isso não é uma crítica à lesão no corpo físico que causamos e sim, numa leva de sentimentos menores, que insistimos em manter dentro de nós. Todo esse pus precisa ser expurgado. Todas essas feridas precisam ser curadas. Na vida tudo tem um limite e é necessário dar um “basta”. Como dizia Paulo: todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma. Liberdade, ah sim! Liberdade não é fazer o que bem mandar e doa a quem doer. A juventude confunde muito liberdade com rebeldia. A liberdade está no âmago, no desejo, no sentimento e no coração que se torna puro pela CARIDADE PRÁTICA e COMPREENSÃO das LEIS ETERNAS.
"Se te desordenas sentimentalmente e pensas que és um derrotado, certamente, hás de sê-lo. Se velas pela felicidade interior e retidão de sentimentos, hás de libertar-te das algemas que te prendem à dor."



quarta-feira, 27 de março de 2013

Conto: Borboletas



O sol já estava se pondo e céu era tingindo pelas nuances rosas alaranjadas. Pedro brincava no parque municipal com seu avô, Jonas. Ambos se divertiam bastante e aquela era uma tarde muito agradável. Jonas observava aquele céu de baunilha que se estendia no horizonte e nem percebeu quando seu neto aproximou segurando algo nas mãos.

- Vô, adivinha o que tenho aqui! – disse Pedro fazendo uma cara sapeca.

- Não faço a mínima ideia, meu filho. – Respondeu Jonas.

Assim que ele abriu as mãos, ambos se assustaram, pois a Borboleta que Pedro havia pegado morreu abafada. Percebendo a súbita surpresa de seu neto acompanhada por uma face tristonha, Jonas perguntou-lhe:

- Por que você a prendeu em suas mãos, Pedrinho?

- Porque quis mostrar-lhe sua beleza. Quando a encontrei fiquei encantado com suas cores. Aquele azul de suas asas me lembrava o céu da manhã. Quando consegui agarrá-la fiquei tão feliz por pensar que a teria sempre perto de mim. Mas... - disse hesitante - ela morreu... E eu não esperava por isso...

Jonas aproximou-se de seu neto, pegou cuidadosamente a borboleta de suas mãos e a colocou sob as folhagens, respondendo-lhe:

- Pedrinho, Nada na natureza foi criado para estar preso ou ser aprisionado por nós. A condição da criatura é a liberdade. Quando tentamos possuir aquilo, cujo qual podemos nos contentar em admirar apenas sua beleza, ela simplesmente enfraquece, murcha e perde seu brilho. Você não deve pensar em possuir-la, mas sim, aprender a admirar sua beleza. Cuidar para que ela possa sempre estar perto de você. Devo lhe perguntar, pois, o que atrairia as borboletas para perto de ti?

Pedro ficou alguns minutos pensativo. Olhou para o jardim, com as mais belas e variadas flores e ao seu redor via algumas borboletas que sobrevoavam ao encontro dessas flores.

- Devo cuidar de um jardim, Vovô? – Perguntou Pedro receoso com a resposta. 

O avô sorriu e respondeu:

- Certamente. Somente um belo jardim atrai as mais belas borboletas.