Ei! Você tem dificuldades para escrever redações? Tem dificuldades para organizar as ideias? Dificuldades para lembrar dos conectivos que vão compor cada parágrafo? E quanto ao repetório cultural ou dado de autoridade para colocar nos paragráfos de desenvolvimento? Você lembra de citá-los? Pois bem, vou mostrar para vocês um guia bem simples, rápido, de alguém que já fez muitas redações para Concurso e Enem e espero que te ajude de alguma forma!
Uma redação argumentativa/dissertativa tem sua estrutura textual. É importante levar em conta que ela deve ser projetada para ter: INTRODUÇÃO, DESENVOLVIMENTO e CONCLUSÃO.
Geralmente, todas as provas que cobram esse tipo de redação costumam ter 30 linhas disponíveis para você desenvolver o tema proposto pela banca.
Em via de regra, são 4 parágrafos, sendo:
- - Introdução: 05 e 07 linhas.
- - Desenvolvimento 1: 07 a 08 linhas.
- - Desenvolvimento 2: 07 e 08 linhas.
- - Conclusão: 06 e 07 linhas.
Essa distribuição é flexível, mas atente-se para não fazer uma introdução maior que o desenvolvimento e a conclusão! Outro ponto importante de ser mencionado é que a redação não precisa ter título, a não ser que seja solicitado explicitamente!
SOBRE O ENTENDIMENTO DO TEMA.
A introdução da redação exige atenção redobrada, especialmente na compreensão do tema proposto. A fuga do tema é um erro que vai te custar pontos e que pode ocorrer de forma parcial (tangenciamento) ou total! Por isso, para evitar esse problema, é fundamental compreender a diferença entre tema e assunto.
O assunto corresponde ao campo geral da discussão, ou seja, ele é mais amplo e genérico.
Já o tema é um recorte específico desse assunto, delimitado por direcionamentos claros, também chamados de eixos temáticos.
Observe o exemplo:
“Redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o seguinte tema: Inteligência artificial: a responsabilidade do professor em ensinar o uso crítico da IA, evitando o plágio e combatendo a desinformação em sala de aula.”
Um candidato despreparado pode interpretar que o tema é apenas “inteligência artificial”. No entanto, isso está incorreto. “Inteligência artificial” é o assunto, enquanto o tema é o recorte específico que envolve a responsabilidade do professor, o uso crítico da tecnologia, o combate ao plágio e à desinformação no ambiente escolar.
Dessa forma, escrever genericamente sobre inteligência artificial — suas vantagens, avanços tecnológicos ou impactos na sociedade — caracteriza tangenciamento, pois o texto não atende ao foco exigido pela proposta.
Para evitar esse erro, você deve sempre estruturar sua redação com base nos eixos temáticos apresentados. No exemplo citado, os eixos são:
- O papel do professor.
- O uso crítico da inteligência artificial.
- A prevenção do plágio.
- O combate à desinformação em sala de aula.
Assim, uma boa redação não trata apenas do assunto, mas desenvolve argumentos diretamente ligados ao recorte temático proposto, demonstrando interpretação precisa e capacidade de análise.
💚
ESCREVENDO A INTRODUÇÃO
Agora que já sabemos identificar assunto e eixos temáticos, vamos começar a construir a introdução.
Existem várias formas de fazer uma introdução, mas aqui vamos usar um modelo simples e seguro, ideal para quem quer evitar o “branco” na hora da prova e ainda garantir uma boa nota.
Uma boa introdução precisa ter 4 partes básicas:
1. Apresentação do assuntoÉ quando você mostra sobre o que o texto vai falar (de forma geral).
Exemplo:“Assim como o preconceito racial, o idadismo tem se apresentado como um problema social no Brasil.”
2. Ponto de vista (sua opinião)Aqui você deixa claro que existe um problema e que algo precisa ser feito.
Exemplo: “Nesse contexto, torna-se necessário criar estratégias para enfrentar esse fenômeno.”
3. Apresentação do que será desenvolvido (D1 e D2)Você indica, de forma breve, quais serão os dois pontos que vai explicar no desenvolvimento.
Exemplo: “Sob essa perspectiva, é importante analisar os impactos sociais e os desafios educacionais causados pelo preconceito de idade.”
4. Repertório socioculturalÉ uma referência (lei, autor, fato histórico, etc.) que fortalece seu argumento.
Exemplo: “Essa questão contraria a Constituição Federal de 1988, que garante o direito ao envelhecimento com dignidade, embora isso ainda não aconteça plenamente na prática.”
Resumindo...
A introdução completa ficaria assim:
Assim como o preconceito racial, o idadismo tem se apresentado como um problema social no Brasil. Nesse contexto, torna-se necessário criar estratégias para enfrentar esse fenômeno. Sob essa perspectiva, é importante analisar os impactos sociais e os desafios educacionais causados pelo preconceito de idade. Essa questão contraria a Constituição Federal de 1988, que garante o direito ao envelhecimento com dignidade, embora isso ainda não aconteça plenamente na prática.
A morte precoce da cantora britânica Amy Winehouse em 2011 induzida por intoxicação alcóolica evidencia a urgente necessidade de uma constante e preventiva campanha contra o uso de drogas, tornando-se assim uma responsabilidade social. Nesse contexto, dois pontos merecem destaques: a naturalização do uso de drogas pela mídia e a falta de políticas de prevenção contínua que ajudam a combater a experimentação precoce de grupos vulneráveis ao vício.
As escolas públicas exercem funções sociais imprescindíveis para o desenvolvimento da sociedade. Conforme a pedagodia de Paulo Freire, a escola deve atuar como um agente formador de seres críticos, capazes de intervir ativamente na dinâmica social. Nesse sentido, o âmbito escolar necessita de estratégias pedagógicas que desenvolvam as habilidades socioemocionais dos indivíduos e os conscientizem sobre seus direitos e deveres visando o exercício da cidadania.
Ou...
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição neurológica do desenvolvimento que afeta a comunicação, o comportamento e as interações sociais do indivíduo. Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estima-se que mais de 2 milhões de pessoas são autistas. Nesse contexto, é evidente que os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil são agravados pela negligência governamental e pela falta de formação continuada de profissionais que atuam nos espaços educacionais e sociais.
Nos próximos textos vamos falar sobre Desenvolvimento 1 e 2!
Espero que esse texto ajude você de alguma forma!
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