25 de março de 2026

REDAÇÃO ARGUMENTATIVA-DISSERTATIVA - COMO ESCREVER UMA BOA INTRODUÇÃO?


Ei! Você tem dificuldades para escrever redações? Tem dificuldades para organizar as ideias? Dificuldades para lembrar dos conectivos que vão compor cada parágrafo? E quanto ao repetório cultural ou dado de autoridade para colocar nos paragráfos de desenvolvimento? Você lembra de citá-los? Pois bem, vou mostrar para vocês um guia bem simples, rápido, de alguém que já fez muitas redações para Concurso e Enem e espero que te ajude de alguma forma!

Uma redação argumentativa/dissertativa tem sua estrutura textual. É importante levar em conta que ela deve ser projetada para ter: INTRODUÇÃO, DESENVOLVIMENTO e CONCLUSÃO. 

Geralmente, todas as provas que cobram esse tipo de redação costumam ter 30 linhas disponíveis para você desenvolver o tema proposto pela banca.

Em via de regra, são 4 parágrafos, sendo:

  • - Introdução: 05 e 07 linhas.
  • - Desenvolvimento 1: 07 a 08 linhas.
  • - Desenvolvimento 2: 07 e 08 linhas.
  • - Conclusão: 06 e 07 linhas.

Essa distribuição é flexível, mas atente-se para não fazer uma introdução maior que o desenvolvimento e a conclusão! Outro ponto importante de ser mencionado é que a redação não precisa ter título, a não ser que seja solicitado explicitamente!

SOBRE O ENTENDIMENTO DO TEMA.

A introdução da redação exige atenção redobrada, especialmente na compreensão do tema proposto. A fuga do tema é um erro que vai te custar pontos e que pode ocorrer de forma parcial (tangenciamento) ou total! Por isso, para evitar esse problema, é fundamental compreender a diferença entre tema e assunto.

O assunto corresponde ao campo geral da discussão, ou seja, ele é mais amplo e genérico.

Já o tema é um recorte específico desse assunto, delimitado por direcionamentos claros, também chamados de eixos temáticos.

Observe o exemplo:

“Redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o seguinte tema: Inteligência artificial: a responsabilidade do professor em ensinar o uso crítico da IA, evitando o plágio e combatendo a desinformação em sala de aula.”

Um candidato despreparado pode interpretar que o tema é apenas “inteligência artificial”. No entanto, isso está incorreto. “Inteligência artificial” é o assunto, enquanto o tema é o recorte específico que envolve a responsabilidade do professor, o uso crítico da tecnologia, o combate ao plágio e à desinformação no ambiente escolar.

Dessa forma, escrever genericamente sobre inteligência artificial — suas vantagens, avanços tecnológicos ou impactos na sociedade — caracteriza tangenciamento, pois o texto não atende ao foco exigido pela proposta.

Para evitar esse erro, você deve sempre estruturar sua redação com base nos eixos temáticos apresentados. No exemplo citado, os eixos são:

  • O papel do professor.
  • O uso crítico da inteligência artificial.
  • A prevenção do plágio.
  • O combate à desinformação em sala de aula.

Assim, uma boa redação não trata apenas do assunto, mas desenvolve argumentos diretamente ligados ao recorte temático proposto, demonstrando interpretação precisa e capacidade de análise. 

💚

ESCREVENDO A INTRODUÇÃO

Agora que já sabemos identificar assunto e eixos temáticos, vamos começar a construir a introdução.

Existem várias formas de fazer uma introdução, mas aqui vamos usar um modelo simples e seguro, ideal para quem quer evitar o “branco” na hora da prova e ainda garantir uma boa nota.

Vamos usar como exemplo o tema:

“O idadismo como desafio social e educacional no Brasil”

Uma boa introdução precisa ter 4 partes básicas:


1. Apresentação do assunto

É quando você mostra sobre o que o texto vai falar (de forma geral).

Exemplo:“Assim como o preconceito racial, o idadismo tem se apresentado como um problema social no Brasil.”  

 

2. Ponto de vista (sua opinião)

Aqui você deixa claro que existe um problema e que algo precisa ser feito.

Exemplo: “Nesse contexto, torna-se necessário criar estratégias para enfrentar esse fenômeno.”

  

3. Apresentação do que será desenvolvido (D1 e D2)

Você indica, de forma breve, quais serão os dois pontos que vai explicar no desenvolvimento.

Exemplo: “Sob essa perspectiva, é importante analisar os impactos sociais e os desafios educacionais causados pelo preconceito de idade.”  

 

4. Repertório sociocultural

É uma referência (lei, autor, fato histórico, etc.) que fortalece seu argumento.

Exemplo: “Essa questão contraria a Constituição Federal de 1988, que garante o direito ao envelhecimento com dignidade, embora isso ainda não aconteça plenamente na prática.”


Resumindo...

Uma introdução completa tem: assunto, sua opinião, o que você vai desenvolver (D1 e D2) e um repertório.

A introdução completa ficaria assim:

Assim como o preconceito racial, o idadismo tem se apresentado como um problema social no Brasil. Nesse contexto, torna-se necessário criar estratégias para enfrentar esse fenômeno. Sob essa perspectiva, é importante analisar os impactos sociais e os desafios educacionais causados pelo preconceito de idade. Essa questão contraria a Constituição Federal de 1988, que garante o direito ao envelhecimento com dignidade, embora isso ainda não aconteça plenamente na prática.
 

Outros exemplos de introdução:

A morte precoce da cantora britânica Amy Winehouse em 2011 induzida por intoxicação alcóolica evidencia a urgente necessidade de uma constante e preventiva campanha contra o uso de drogas, tornando-se assim uma responsabilidade social. Nesse contexto, dois pontos merecem destaques: a naturalização do uso de drogas pela mídia e a falta de políticas de prevenção contínua que ajudam a combater a experimentação precoce de grupos vulneráveis ao vício. 

Ou...

As escolas públicas exercem funções sociais imprescindíveis para o desenvolvimento da sociedade. Conforme a pedagodia de Paulo Freire, a escola deve atuar como um agente formador de seres críticos, capazes de intervir ativamente na dinâmica social. Nesse sentido, o âmbito escolar necessita de estratégias pedagógicas que desenvolvam as habilidades socioemocionais dos indivíduos e os conscientizem sobre seus direitos e deveres visando o exercício da cidadania. 

 Ou...

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição neurológica do desenvolvimento que afeta a comunicação, o comportamento e as interações sociais do indivíduo. Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estima-se que mais de 2 milhões de pessoas são autistas. Nesse contexto, é evidente que os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil são agravados pela negligência governamental e pela falta de formação continuada de profissionais que atuam nos espaços educacionais e sociais. 

 

Nos próximos textos vamos falar sobre Desenvolvimento 1 e 2! 

Espero que esse texto ajude você de alguma forma!

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